17 de novembro de 2009

Carta a um Amigo




Você chegou pelos braços de um amigo.
Assim que vi seus olhos azuis, me apaixonei de cara.
Era um saco de pulgas que cabia na palma da mão.
Estava atravessando uma rua movimentada, dando seus pulinhos sem saber do risco de virar mais um atropelado.
Te carreguei para casa e desde então, faz parte da minha vida nesses 12 anos.
Seus olhos se tornaram verdes e você ficou enorme.
Envelheceu junto comigo, perdeu a prioridade para um novo morador que chegou um dia e nunca mais foi embora.
Mesmo assim ainda se aninhava no meu colo, dormia sempre na minha cama e me recebia sempre que eu chegava em casa.
Sempre foi meu companheiro.
Meu amigo fiel.
Sua generosidade, seu carinho, ficam eternamente comigo.

Você Gato Léo com certeza era mais do que um animal de quatro patas.
Era um ser fascinante que nessa madrugada se foi.
Vai demorar um pouco me acostumar ficar em casa sem você.
Mesmo assim meu coração está em paz.
Porque agora tenho a certeza que você está bem, livre e feliz.”

Me desculpem. Mas hoje estou triste.

Ana




6 comentários:

Cynthia Santos disse...

ô M'Aninha...
tristeza é uma coisa dura e fria, né?
Nessas horas, eu procuro me lembrar daquele que se foi sendo feliz, pulando, miando, fazendo graça pra chamar a atenção... procure pensar que ele agora está melhor que nós, livre das amarras físicas, se recuperando, e muito em breve, vai estar brincando nos Campos do Senhor e olhando por nós.
Um beijo grande, estou com você sempre.
Kaká.

Gabi disse...

Iaia, esses amigos quando se vão deixam um buracão no peito da gente que parece que nunca vai se fechar, e choramos e sofremos por causa da tristeza que sentimos. Por outro lado, temos que estar aliviados, porque a dor acabou e temos a certeza de que ele estará em boas mãos, feliz e, seguramente, 100% recuperado.
Guarde para sempre as lembranças desse amigo, desse companheiro fiel, porque não importa onde ele está, o que importa é que ele sempre estará com vocês.
Um beijão, fica com Deus, e força, muita força.

Paty disse...

Oi amiga,

Sinto mto...é uma dor insuperável....ameniza, é verdade, mas não se esquece.
Eu quando perdi minha MEL, um pedaço de mim foi junto. Que tristeza foi a morte de minha cadelinha tão amada. Que dias cinzentos!!
Tente arranjar um outro , não que vá ocupar o lugar do outro , mas trará alegria a seu coração.
E nunca se esqueça de estar preparado pois animais vivem sempre menos do que a gente.

Beijocas!

Vanessa disse...

Ah, que pena. Só quem gosta de bicho é que sabe. Meus sentimentos.

bjs

Bia disse...

Sei bem como é... Tenho uma filha felina há 9 anos e não gosto nem de imaginar em como seria sem ela.
Te desejo força.

Ps- Gostei muito de seu blog.

Bianca-RS

Ana disse...

Obrigada Bia, de coração.
Tirei forças de dentro de mim, que não imaginava que existia. E meu filho me ajudou a levantar e voltar para a vida.
Mas tenho que confessar que ainda sinto muita, muita falta...
Beijos!

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