23 de fevereiro de 2010

Algumas considerações sobre a birra

Desde que descobri a blogosfera, eu estou sempre antenada com as conversas que rolam entre as mães blogueiras, dando um pitaco aqui, um ali, abordando aqui e aqui assuntos que considero muito importantes na criação de nossos filhotes, como amamentação, sono, transição paraalimentos sólidos, desenvolvimento ... e a temida birra.

O que sempre me assombrou desde que me descobri grávida, era como EU ia reagir às birras do Arthur. Afinal, eu NÃO sou um poço de paciência e se tinha algo que me tirava do eixo, era ver criança se jogando no chão e berrando pra chamar a atenção.

Um belo dia, a Flávia, Mãe do Astronauta, criou a "Série Birras", na qual ela aborda com brilhantismo todos os aspectos da dita cuja, desde definição, até como reagir e a necessidade de ver a birra acontecer.

O que mais me marcou foi essa frase que ela disse:

"Ama-me quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso."

- eu me emociono sempre que leio essa frase, encaro como um bálsamo que com certeza todas vamos precisar em algum estágio da vida.

Enfim, Arthur começou a testar seus limites com o mundo.

Ele está com um ano e um mês, e já dá mostras de sua personalidade forte. Não gosta do trocador, não gosta de demora na troca de roupa e NÃO gosta de ter nenhum objeto retirado de suas mãos.

É aí que ele faz a temida birra: já chora com cara de bravinho (é fofo até assim!), ou joga brinquedos e biscoitos longe ... e neste fim-de-semana, ele experimentou jogar-se no chão.

De tudo que aprendi com a Flávia e também com a Letícia, mãe da Laurinha, de 2 anos, me preocupei muito, mas muito mesmo com duas coisas:

1 - Nunca, JAMAIS, perder a paciência;

2 - Lembrar de distraí-lo do objeto de desejo (causa da crise).

Pra mim, a base de resolver uma crise de birra está aí. Mas o problema maior era, principalmente pra mim, o "pensar rápido", pois os especialistas dizem que em dois minutos a criança já não se lembra mais do motivo da crise, e as birras tendem a ser piores e mais longas.

Bom, na primeira vez, eu tirei da mão dele um pente que ele insistia em por na boca e correr com o bendito "abocanhado". Parou, olhou pra mim e abriu o berreiro. Peguei um brinquedo no quarto, me abaixei e fiquei olho-no-olho com ele e disse:

" - Filho, pente faz dodói, pega aqui o boneco" - ainda não sei se ele entendeu o "dodói", mas o fato é que ele se acalmou e nem quis o brinquedo...

Na segunda vez, ele estava fazendo "lambança" com a papinha no cadeirão. Lembrei de um conselho também que diz pra não deixar a dita ir muito longe, precisamos de limites. Tirei o prato e a colher e ofereci um biscoito, que foi jogado longe, e o berreiro começou. Olhei bem nos olhinhos dele e disse:

"- Comida não é brinquedo, olha aqui, brinca com o boneco." - e comecei a distraí-lo, cantando e me balançando na cadeira. Deu certo, ele aquietou na hora.

A terceira vez foi dureza: ele estava de novo com um objeto perigoso nas mãos (nem lembro mais o que era). Parei na frente dele, me abaixei e propus trocar por um brinquedo dele. Não quis dar. Tentei distraí-lo e trocar os "brinquedos", e sabem o que ele fez? Jogou o brinquedo longe, sentou no chão e abriu o berreiro (seu recurso preferido de lá pra cá). Meio em pânico, estudei a cena, tentando NÃO perder a paciência e mentalizar o tempo que perdia enquanto tentava achar uma solução. Tentei conversar, distrair, levantá-lo... até que parei, olhei pra ele e disse:

"- Mamãe vai embora, vem comigo?" - Ainda não sei se foi a melhor solução, mas ele parou na hora de chorar e veio pro meu colo, já conversando em bebelês, como se estivesse escolhendo pra onde íamos...ehehehe

Enfim, o que quero considerar aqui é a importância de quebrarmos esse tabu de que birra é desobediência por desobediência. O bebê está sim estudando seus limites, mas não age de caso pensado, é a mesma coisa que pensar que um bebezinho de 6 meses chora para manipular seus pais. É muito importante estudarmos a causa da birra, e ver até onde vale a pena "comprarmos a briga" - particularmente eu acho que vale sempre a pena, pois essas crises surgem exatamente porque estamos tentando evitar acidentes, ou ensinar a criança como agir corretamente.

E fiquei muito feliz, por meu autocontrole, e posso dizer que a maternidade me modificou sim, pra muito melhor, estou infinitamente mais paciente, e quem me conhece sabe que paciência nunca foi uma de minhas virtudes...ehehehe

Agora, eu ainda preciso melhorar muito no quesito "humor-depois-de-uma-noite-mal-dormida" - este está difícil, mas um dia eu chego lá...eheheheh

Beijo grande!

Você também pode ler este artigo aqui, visite o blog, você vai gostar!

10 comentários:

Bianca disse...

Eu também penso muito nisso, não tenho a mínima paciência, mas minha postura para falar com as crianças alheias (até então) é parecida com a sua, olho no olho, abaixar no mesmo nível e falar com clareza. Se tem algo que me tira do sério é gritaria...
Beijos!

Lia disse...

Adorei, Cynthia. Espero que quando chegar a minha vez eu também tenha a mesma paciência. Por enquanto sou mãe de uma florzinha sem nenhuma maldade no coração...

Vanessa disse...

Cynthia, esse negócio de nunca, JAMAIS, perder a paciência é uma meta a ser alcançada, ocasionalmente eu perco, ainda que sem resultados desastrosos. Observei que as crianças preferem aqueles objetos de uso normal aos brinquedos. Isso deve se dar pq a melhor brincadeira para eles nesta fase é imitar o que fazemos, isto é normal e faz parte do desenvolvimento sadio. Então eu costumo ser mais paciente quando ele quer usar coisas como o pente do pai e o controle remoto e tentar distrair quando quer brincar com algo mais perigoso. Uma das minhas táticas é pegar alguma coisa inofensiva e dizer " Tudo bem, vc quer brincar com a faca, tudo bem, mas como esta colherzinha de plástico não, hein? " Normalmente ele passa a se interessar pelo que eu estou negando e passa a pedir. Dou uma de mãe boazinha e cedo ;-). Beijos

Olavo disse...

Não sei se estou lidando bem com birras não..pq sou birrento ate hj..
bem nao estou rsrs..eles me fazem é de gato e sapato e nao sei aonde isso vai parar..eita que to perdido.
beijos

Ana disse...

Essa coisa de "nunca" perder a paciencia não é comigo. Afinal tb tenho os meu limites como eles.
Mas com certeza a distração é a melhor coisa. Estressa menos todo mundo.
Mas chega uma hora que isso não adianta mais. Aí que o bicho pega. kkkk
Olavo meu amigo, não se sinta só!
Todas nós no fundo estamos perdidas.
hehehe

Flavia disse...

Obrigada pelo link queridona.
E desejo um mundo de paciencia para todos nós.
Tenho pendente fazer um post sobre birras na prática e o quanto estou aprendendo com essa fase do pequeno. Mas ando um pouco desorganizada com o tema tempo.

bjs

piscardeolhos disse...

Cynthia, clap clap clap pela paciência, parabéns MESMO.
Aqui também tá feia a coisa, meniiiiiina....
(No fundo é bom ouvir que não é só o nosso, né verdade?)
beijão!

Paty disse...

Amiga,

Vc deve ter visto vários posts no meu blog sobre "birras" é mto difícil manter a calma,não perder o controle da situação.parece q esses pequenos testam agente né?
Haja paciência. rs

Beijocas!

Luma Rosa disse...

O Choro ininterrupto à princípio é demonstração de frustração e a frustração deve ser substituída por outro sentimento equiparado ao prazer retirado - No seu caso, você substitui um objeto por outro que igualmente dá prazer.
Depois de uma certa idade se espera que a criança compreenda e se a birra passar para o estágio mais amadurecido da criança não deve ser recompensada. Aí a troca para sentimentos bons não funciona! Melhor adotar o "Vou embora" - foi assim comigo, quando o meu filho resolvia querer tudo no shopping e deitar no chão para fazer birra, querendo me envergonhar em público. Eu explicava os motivos da negativa e dizia "Se quiser ficar aí fazendo birra, fique! Mas eu vou embora" - ia sem olhar pra trás, até que a vista dele não me alcançava, ficava com medo e corria atrás. Aconteceu umas três vezes para nunca mais acontecer. Também em casa, se começava a chorar muito, eu saia do ambiente e o deixava sozinho, mas avisava antes o porque estava saindo "Mamãe não gosta de birra, volto quando parar de chorar" e assim foi, com imposição de limites e paciência. Beijus,

Olavo disse...

O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê?
O sujeito quer ficar famoso pra quê?
O indivíduo malha, faz exercícios pra quê?
A verdade é que é a mulher o objetivo do homem.
Tudo o que eu quis dizer é que o homem vive em função de você.
Vive e pensa em você o dia inteiro, a vida inteira. Se você,mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente.
Homem algum iria fazer coisa alguma na vida para impressionar a um outro homem, para conquistar um sujeito igual a ele, de bigode e tudo.
Um mundo só de homens seria o grande erro da criação. Já dizia a velha frase que "atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". O dito está envelhecido. Hoje eu diria que "na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher".
É você, mulher, quem impulsiona o mundo.
É você quem tem o poder, e não o homem. É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias. Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens.
E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher. Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua.
Só homens.
Já pensou?
Um casamento sem noiva? Um mundo sem sogras?
Enfim, um mundo sem metas.

Feliz dia

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