14 de março de 2010

O outro lado

Ontem fui a um parque próximo de casa.
Ele é bem espaçoso, cheio de árvores e brinquedos feitos de madeira.
Tava cheio de crianças.
Mas como o espaço é realmente muito grande isso lá não causa problemas.
Pelo menos não deveria.
Meu filho já chega buscando algum colega para brincar e logo bate aquela afinidade de criança com um menino de 5 anos, muito educado. (coisa rara! kkkk)
Logo se aproxima mais um e mais um e vira uma turma de 6.

A mãe do menino prevendo que isso poderia virar uma gangue mostra seus talentos por mim muito invejado.
Uma disposição que juro queria entender da onde ela tira.
E ela tem outro de 1 ano e meio!
Será que o café dela é mais forte?

As 10 horas da manhã, num calor de derreter manteiga em 2 minutos, ela organizou a brincadeira.
O objetivo era todos brincando juntos em um espaço especifico e gastando muita energia.
Ela dizia: "Vou pegar todo mundo!" e corria atrás de todos que tinham que subir em um brinquedo grande onde vc sobe pela escada, passa por uma ponte, entra na casinha e desce pelo escorregador.
A mãe era o tubarão. Os meninos eram os peixinhos.
E corre! Sobe que o tubarão vai querer almoçar!

Confesso que quase subi correndo no brinquedo também quando uma mãe de um menino de uns 2 anos fala alto:
"Vem meu filho. Vamos embora porque você vai acabar se machucando no meio desses meninos. Esses peixinhos vão te derrubar porque o tubarão tá muito animado. A gente volta mais tarde quando estiver vazio. Meninos são muito impetuosos..."

A brincadeira acaba então, pois a mãe tubarão é cheia de energia mas não é surda.
Ela se aproxima e pede desculpas pois não percebeu que estava privando o filho dela de brincar.
As duas na minha frente e tive um sensação nova.
Eu estava agora do outro lado!
Meu filho cresceu e agora ele incomodava os menores!
E quando olhei para a aquela mãe de cara feita porque o filho dela não tinha como ficar naquele brinquedo por causa das crianças maiores, foi como se eu tivesse olhando meu passado.

Meu lado escuro da força se manisfestou:
Chegou a minha vez!
Conseguem escutar a risadinha maligna?

Claro que foi um devaneio, um momento de libertação dos meus instintos primitivos.
Vou me manter a mãe chata que fica falando no ouvido do filho: Cuidado com o bebê, deixa ele passar primeiro é menor que vc, e todas regras de educação e respeito ao próximo.

Mas só sei que essa mãe de cara feia foi o Lobo Mal da história.
Os peixinhos estavam se divertindo tanto :)

8 comentários:

Nina Fiuza disse...

Essa ficha já me caiu no parquinha aqui de casa também. Prova pra gente que toda história sempre tem pelo menos dois lados. Hoje que minha filha tem cinco eu continuo achando ela indefesa, sendo que quando ela era menor eu achava outras crianças de cinco uns monstrinhos. Ai ai... essa vida paradoxal... ;)
Adorei!

Paty disse...

Amiga,

Eu me cansei só de ler seu post,q energia dessa mãe tubarão tem.
Eu tb seria o lobo mal...ou então me filhote seria pisoteado pelo maiores.
Ahhh...consegui sim escutar a risadinha maligna rs...

Bom finzinho de Domingo, Beijocas!

Lia disse...

A Nina achava as crianças de cinco anos uns monstrinhos... monstrinhos são todas as crianças a partir do momento em que começam a engatinhar!
Ainda não tenho problemas de parquinho com a Emília porque ela só tem 2 meses, mas no berçário da igreja é uma luta pra evitar que ela seja atingida por brinquedos arremessados por crianças de 1 ano e meio ou que acorde com a gritaria dos bebês de seis meses.
Aqui perto da minha casa tem uma solução legal. Num espaço de poucos metros tem dois parquinhos: um de plástico, pra crianças de até uns 3, 4 anos, e um de madeira, pra crianças maiores. Assim evita que os mais velhos tenham de ficar muito contidos ou que os mais novos sejam expulsos do espaço.

Ana disse...

É engraçado isso né Nina?
Os filhos realmente são um mestrado da vida. Que bom que gostou.

Paty logo vc terá que cuidar para que ele não pise! Rs

Lia abençoado o lugar que vc mora então! Vai lhe poupar muito grunidos tentando salvar a cria. Rs

Carolina Rodrigues disse...

WOw...
eu sei o que e isso perto da minha casa tem 3 parques so 1 deles tem brinquedo separado para os menores e para os maiores procuro sempre ir a este park maior pra minha filha poder brincar mesmo assim os sempre tem uma crianca grande nos brinquedos dos pequeninos.
Mais acho que nos como maes temos que intender que crianca e assim mesmo e um dia nossos filhos pequenos vaum crescer e nem sempre da pra fica correndoo atraz e falando pode nao pode cuidado..
Assim como as maes dos grandes tem que intender que nossos pequenos tbm querem brincar...
Ehh dificio ne...rs.rs. amei seu blog vou seguir ..ta de parabens..bjuxxx
Carol

Ana disse...

Obrigada Carol!
Volte sempre, iremos adorar :)
Mas é assim mesmo. Sempre tem um grandão nas áreas dos pequenos.
Mas isso eu prometo que não vou deixar o meu fazer isso. kkkk
Beijos!

Vanessa disse...

Ana, engraçado , a gente vive este tipo de situação o tempo todo. Algumas vezes meu filho é o menino que , bruto que só, pode machucar as meninas delicadas. Outra hora ele é meu bebê que pode levar um safanão dos peixes maiores. :-)

Excelente seu texto.

bjs

Bianca disse...

Ai Ana, morri de rir com seu comentáro sobre a barriga :)
Olha, eu acho que serei chaaata em todas as fases... :)
Agora, essa mãe tubarão aí hein, que disposição!
Beijos!

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