5 de julho de 2010

O Bullying

A primeira vez que ouvir falar em Bullying foi pela televisão no ano passado.
Falava-se que era uma prática muito comum nos EUA mas que também existia aqui.
Assisti com atenção para entender o que era isso de nome estranho para mim.

Terminada a reportagem começo a conversar com o marido sobre o assunto e digo:
"- Isso não existia na nossa época né?
Não lembro de ter sofrido isso ou ter visto alguém fazer"

Ele responde: "- Mas e aquela história que você me contou sobre aquele menino do leite?
Isso que você fazia era um tipo de bullying..."

Aquilo me chocou. Como assim?
Era só uma implicância de criança do primeiro grau, hoje o ensino fundamental.
Mas minha cabeça voltava ao passado, relembrando cenas ...
Sim, era bullying.

Ele era um menino muito branco, cheio de sardas pelo corpo inteiro, e usava um óculos de fundo de garrafa.
Muito timido ele sempre ficava no recreio sozinho.
Escolhia um canto para comer e beber seu lanche escondido.
Os meninos nunca chamavam para brincar.
E na sala de aula as meninas infernizavam constantemente.
O motivo era o seu lanche.

Todos traziam dinheiro para comprar a coxinha com coca-cola na cantina.
Ele levava em uma merendeira um sanduiche feito com pão de forma.
Mas o motivo maior era o leite.
A mãe enviava uma garrafa plástica de leite que com o calor, fatalmente azedava.
Aquele cheiro na sala ao ele abrir a garrafa foi o inicio de tudo.

É caracteristica do menino usar a violência.
Mas nós meninas, dominadoras do vocábulário, usávamos as habilidades em humilhar o menino de maneira cruel.

Ainda na sala muitas vezes eu começava:
"- Olha! O bebê trouxe a mamadeira!"
O riso tomava conta da sala e cada um fazia sua gozação.
Lembro que um dia ele esbarrou sem querer o pé na garrafa e espalhou leite pelo chão.
Foi um alvoroço. Todos olhando para ele com cara de nojo por causa do cheiro de azedo.
Saimos da sala até que fosse limpo o chão.

Ele nunca falou nada, nunca expressou qualquer reação.
Apenas baixava a cabeça.

Esse era o motivo que sempre se escondia no recreio.

Um dia falei com minha mãe: "Tem um menino que leva leite para escola mãe! Igual bebê!"
Ela me olhou e disse:"E daí, você não toma leite em casa?"
"- Mas azeda mãe! Fica um cheiro horrivel!"
"-Coitado filha, ele fica sem beber nada?"

Tentei a todo custo lembrar o nome do menino.
Não consegui.
Quem machuca nem sempre lembra.

Um dia eu me aproximei dele e perguntei:
"- Por que sua mãe manda leite? Por que ela não manda dinheiro para comprar na cantina?"
Claro que o intuito não era ser boazinha, mas com tom de deboche.
As meninas em volta de mim como hienas à espreita prontas para atacar.
Ele de cabeça baixa olhou para mim.
Pela primeira vez consegui ver os olhos dele e vi que eram verdes.
Bonitos mas tristes.
"- Minha mãe acha que é mais saudável. Que comer na cantina faz mal a saúde..."

Não falei nada.
Não sei por que não consegui e fui me sentar na cadeira.
Acho que foram os olhos dele. De alguma maneira me fez senti pena.

A partir daí nunca mais fiz chacotas.
As meninas ainda tentaram alguma vezes mas desistiram.

Ele ainda continuava isolado no recreio.
No ano seguinte não se matriculou na mesma escola.

Vou confessar que me custou a escrever sobre isso.
Não é nada bonito mostrar algo sujo da gente né?
E descobrir que sobre esse assunto eu estive do outro lado foi pertubador.

Aí me perguntou: quem pratica o bullying é uma pessoa simplesmente ruim, de mente diabolica, sem sentimentos?
Hoje sei que fazia isso para me destacar na "turma", eu era a líder da meninas nisso, e ganhei prestigio com os meninos.
Eles adoravam conversar comigo e estava sempre "dentro" de todas brincadeiras.
Eu era "a menina legal".

O que devemos fazer então para evitar que aconteça com nossos filhos?
Observe seu filho, converse muito com ele.
Desde que pequeno, ao voltar da escolinha, crie o hábito de perguntar como foi, com quem brincou, o que aconteceu.
Você irá notar se ele fica isolado no recreio ou interage com as outras crianças.
Se tem dúvidas vá a escola, pergunte a professora, a diretora, até mesmo a porteira da escola que fica observando tudo.

A escola tem papel fundamental para evitar isso.
Não se deve deixar as crianças sozinhas no recreio.
É nessa hora que pode-se observar o isolamento e até mesmo a agressão fisica ou verbal.

E se sua criança é muito timida é um alerta.
É um perigo para sofrer o bullying.
O convívio social, as brincadeiras com outras crianças e evitar a superproteção ajuda vencer a timidez.
Assim como a escolha de uma escola que incentive a criança participar ativamente do aprendizado e as atividades fisicas.
Uma escola muito rígida irá deixá-lo mais fechado.

Ninguém pratica o bullying com quem sabe se defender, ou bota a boca no mundo.
A mãe desse menino em questão nunca soube dessa história, pelo menos na época.
Nunca foi na escola reclamar, ninguém nos repreendeu a respeito disso.
Era visivel que o menino era triste. Não era só timidez. E ninguém percebeu.
Nem os pais, nem a diretora ou professoras.

E como saber se o seu filho está participando de um bullying?
Converse, observe, esteja presente.
Ele fala com você, com os amigos sobre alguém de maneira degradante, humilhando, fazendo gozações de seu tipo fisico, seu comportamento?
Investigue.

Talvez o menino hoje nem se lembre disso, e viva sua vida de maneira feliz.
Mas talvez ao ver o filho indo para escola tenha um medo profundo ao relembrar seu passado.
Quem sofre humilhação, vergonha, violência, é dificil superar.
Muitas vezes não supera...

Se ele lembra eu não sei.
Nunca mais encontrei o menino do leite...
Mas eu, após 26 anos depois, ainda lembro.


Essa postagem foi para a Blogagem Coletiva "Chega de Bullying"
do
Blog Mãe é tudo igual.












*Ontem meu filhote dançou na quadrilha :) Amanhã posto aqui.

24 comentários:

Carol Garcia disse...

Triste como o Bullyning cresceu e tomou proporções desastrosas.
Se a gente precisa se manifestar, se é crime, se há punção, é pq a coisa desandou, ficou violenta, sem sentido claro.
Dei aula por um período e via como acontecia e as consequencias.
Triste.
Não lembro de ter "judiado ou zombado" de alguém quando estava na escola, mas me lembro de ter sido vítima de várias brincadeiras por ser gordinha.
Não me afetou,acho.
Mas imaginou qtos não sofrem com isso.
Apoio viu.
e acho nobre vc reconhecer seu erro, mesmo depois de tanto tempo e usar isso pra ensinar. Ensinar seu pequenos e nós mamas tbm.
bjocas
carol
http://viajandonamaternidade.blogspot.com

Cynthia Santos disse...

Oi, Maninha.
Bullying é um assunto que me causa arrepios - fui vítima de bullying em duas fases de minha vida escolar (no primeiro grau, e depois no segundo grau), e confesso que até hoje ainda tenho um ranço por não entender/aceitar que esse tipo de coisa possa existir. Consegui manter minha dignidade nas duas ocasiões, mas foram fases muito difíceis na minha vida, e ainda hoje, ao lembrar da segunda fase, só consigo ter raiva do meu, digamos, algoz. Fiquei muito emocionada lendo seu texto, vendo que sua mãe, com poucas palavras, conseguiu plantar em você a sementinha da mudança, e o menino, somente com o olhar, conseguiu fazer você ver que algo estava errado em sua atitude. Bato palmas pela coragem de "botar a cara a tapa", mesmo porque na idade em que isso aconteceu, acho descupável sua atitude, assim como a de qualquer criança, que está aprendendo a conveiver com as diferenças. Não é desculpável a falta de atitude dos profissionais que estavam com vocês, e que certamente viam o que acontecia, e nunca corrigiram. Professor não está aí só pra ensinar, tem que ajudar a educar SIM, porque mesmo tendo excelentes bases em casa (conheço sua mãe e a educação que ela te deu), a gente pode cometer escorregões, que diferente do seu caso, os pais podem nunca chegar a saber. Afe, que disse que não queria falar sobre isso quando vc comentou comigo sobre a blogagem, e quase escrevi um livro...eu não tenho jeito, mesmo...eheheheh
Beijo grande, te admiro muito!!

pensandoemfamilia disse...

Olá
Passei para ver seu post, também estou participando da blogagem.
Muito boa a forma como vc expressou a questão. É tão comum as crianças terem este tipo de comportamento, sem saberem dos malefícios. Sua história deve ser como a de muitas outras pessoas e , hoje, os pais, mais alertos, podem impedir que a proporção da violência diminua.
Norma

Lia disse...

Lindo post, ana. Parabéns pela sinceridade. Este realmente é um assunto seríssimo do qual nós mães temos de estar conscientes.

Paty Fortunato disse...

Nossa!

Estes dias estava lembrando da minha adolescência e pensei q eu tinha uma certa agessividade,q não foi mais exposta por eu ser quieta,não ter essa proteção social faz diferença sim. Provavelmente,se eu tivesse maior aceitação do grupo,poderia ter me tornado agressora. Sera? (Minha culpa real rs) Dei sorte!

Amiga,tenho certeza q seu lado bom se sobressaiu pq a sua essência do bem foi alimentada.
Hj penso q a gentileza,empatia,carinho e reflexão sobre as palavras dirigidas ao outro nunca é demais. E admiro mto as pessoas sinceramente gentis.
Adorei as dicas para nossos filhos, com certeza vou segui-lás, observar meu filho.
(desculpa o texto ENORME, quase escrevi um post rs...)

Beijocas!

Luma Rosa disse...

Ana, gostei muito da sua abordagem e da sinceridade, veracidade com que se expôs. Não é feio dizer o que fez se não tinha consciência. Muitas crianças na tenra idade, sem direcionamento dos pais e educadores, não sabem o que estão fazendo. O fato da sua mãe ter se padecido do garoto, pode ter-lhe dado um 'estalo', mas vai que sua mãe não fosse uma pessoa que se colocasse no lugar do outro e lhe falasse "Deixo pra você tomar leite em casa porque sei que azeda, a mãe deste menino não pensa nisso?". Na cabeça de uma criança, iria funcionar como um incentivo, percebe? A personalidade da criança começa a se formar dentro da família e carrega por onde anda, seja a escola ou junto com amigos ao se socializar. Em todos os momentos a criança precisa ser observada, com amor sim, mas principalmente com responsabilidade! Beijus,

Vanessa disse...

Ana, seu post está especial . A história contada do ponto de vista de alguém que admite que praticou bullying ainda que não se desse conta disso é muito importante. Obrigada por participar. Beijos!!

Ana disse...

Meninas obrigada!
Que bom que estou ajudando de alguma forma.
Fiz até a Cynthia colocar um pouco para fora o que se recusava. Milagre! kkkk

Mas sério. Falar sobre isso no dia-a-dia fará com certeza que as crianças não fiquem com medo, com receio, com vergonha de expressar o que está acontecendo seja com o professor, com os pais, amigo, algúem que possa ajuda-la.
Beijos!

Neto disse...

Existe o Bullying e existe a gozação. É diferente. O Bullying é mais uma espécie de "perseguição ao individuo". Uma intenção sistemática e psicológica de agredir o outro. Seja com palavras, seja com atos. E realmente você acertou. Há pessoas que não sabem se defender bem e são essas as que mais sofrem. A Educação em casa serve para auxilia-lo nisso. Formar a criança para ser um bom cidadão, mas tambem para saber enfrentar o mundo (no caso, das pessoas).

Parabéns pela sua abordagem. Saber que foi uma líder na escola me identifico com você. Eu também fui um (rs). Mas era por imposição, não machucava nunguem não viu! :-)

Obrigado por ter me visitado lá no blog. Aqui também é legal. Se gostar dos textos, volte sempre.

Abraços

Patinha Arteira disse...

Que lindo seu texto. Muito cândido, e humilde também...
Eu era parecida com o menino do leite. Sempre muito tímida. E me lembro de ficar isolada sim, qdo minha amiguinha - sempre tive uma ou duas - por um acaso faltava na aula. Por incrível que pareça, o meu episódio de bullying enquanto na escola não foi causado por coleguinhas, mas por uma professora, no 3º ano primário. Acredita?? Pois é. Os professores não estão imunes... nem sempre eles são o que se esperaria deles...
Daí a importância de ouvir os filhos mesmo, como você bem colocou, observar, perguntar.
Enfim... tudo passa, e se serviu pra alguma coisa, foi para entender bem o mal que isso pode causar e poder dar atenção a este tema...
Um abraço,
Pat Canheti

Sandra disse...

Parabéns pela sua postagem. Muito boa. Gostei muito.
Se hoje é o dia de debatermos o tema bullying.estou participando da coletiva.
Pois ele tem suas diversas manifestações, que precisam ser observadas.
Algumas atitudes e comportamentos são comuns de um estudante vítima de bullying.
Venha ver as demais no meu blog interação de amigos.
http://sandrarandrade7.blogspot.com
Estou tbém participando.
Vamos todos lutar por esta causa.Vamos dizer não.Temos que lutarmos contra o tempo. Muitas coisas ruins já estam acontecendo.
Muitos ainda estam cegos..Outros não querem se envolver. Mas nós podemos fazer a diferença..Divulgando e lutando..
A batalha é nossa, não podemos perdê-la.
Carinhosamente,
Sandra

Sandra disse...

Um belo texto. Amei..
Quanta coisa aprendemos nestas coletivas. Cada um tem as suas histórias, suas indignações.
Um forte abraço.
Sandra

Tati Schiavini disse...

É, tema difícil esse. Com certeza o menino ainda lembra, mas como uma história que passou. Assim como eu passei por algumas "chacotas" que hoje seriam denominadas com outro nome (bullying) e lembro de cada palavra. Mas a gente supera.
O duro é que essa nova geração aprende a ser cruel, e quanto mais o atacado se retrai, mais eles agridem.
É triste, mas devemos espalhar aos pais essa realidade pra que possam conversar com seus filhos.
Parabéns pela sinceridade.
Beijo.

Andrea Bettiati disse...

oi Ana, tudo bem??

acho que na idade que vc tinha, é super normal. as crianças (todas) sao bastante impiedosas, e isso com certeza é frequente. todos nós ja fomos apontados ou apontamos alguem qdo eramos crianças´, e quando crescemos mais percebemos que aquilo era errado. O problema é quando a criança se torna um jovem ou um adulto e nao tem essa atitude amadurecida. Claro que temos que nesinar aos nossos filhos conceitos coreetos, mas infelizmente em alguma hora eles irao sim passar por alguma situacao semelhante. O imperdoavel é que isso se perpetue ao longo da vida. Assunto complicado ne amiga? e triste tb. nao se culpe por atitudes tomadas na infancia, tenho certeza de que o menininho depois que cresceu entendeu isso perfeitamente!!!!! beijos, e obrigada por estar sempre presente!!!!!!

lunaolargachupeta.blogspot.com

Aline Silva Dexheimer disse...

O fato de algo assim sempre ter existido, mesmo que não tivesse nome oficial, não significa que devemos aprovar. Ninguém tem o direito de estabelecer padrões e humilhar as pessoas. Eu acredito que juntos podemos mudar. Quem consegue mudar uma pessoa poderá mudar o mundo, pois o efeito dominó que uma pessoa pode causar em outra e em outra é infinito e pode ser grandioso, mesmo que não seja tão imediato.

Aline

Mãe Mochileira,filho malinha.. disse...

Oi..nosa.devo confessar que chorei lendo seu post...claro que tive do do menino...mas ñão posso deixar de falar da sua coragem de expor isso aqui.Sim,pq como vc mesma falou,é dificl a gente assumir coisas ruins que fazemos...isso é um assunto muito serio..torço mt p meu filho não ser vitima um dia disso e mt menos fazer isso..na escola eu fui mt debochad ana infancia por ser mt magra..tinha apelidos horriveis e confesso q fiquei c traumas e complexos que so superei com quase 25 anos..p vc ver comjo marca!rsrs...passei a adolescencia me achando a criatura mais magra do planeta, e ate hj n suporto ouvir nada sobre meu peso..rsrs..
muito bom seu post,de verdade!
PARABENS!!!!
bjs,otima semana!!;-)

Di disse...

Ai Ana... Seu texto eu li logo de manhã... Chorei, juro pra você. Chorei mesmo... A Rebeca no meu colo não entendendo nada de por que a mãe dela estava chorando so me olhou meio intrigada, meio tristinha, entendeu que eu estava triste, e começou a me fazer carinho, pode?
Dificil lidar com essas coisas... Não acho que seu lado seja mais facil de lidar. Quando nos deparamos com o fato de que ja fizemos com outra pessoa algo que morremos de medo que aconteça com nossos filhos, nos faz questionar o que estamos fazendo e o que devemos ensinar a eles.
Bjs!

Misturação - Ana Karla disse...

Bom dia!
Na verdade o bullying sempre existiu, mas apenas agora estamos tendo a oportunidade de denunciar e que seja aplicada pena para o tal.
Algumas pessoas que sofrem de bullying não se dão contam ou as vezes tem medo de denunciar.

É preciso punir.

Parabéns pelo post.

xeros

Valdeir Almeida disse...

Olá, Ana,

Pois é, o bullying sempre foi praticado, mas apenas agora está ganhando destaque e sendo enfrentado.

Esse desvio de comportamento têm várias fontes, como você citou. Muitos acham desnecessários encontrar a causa do problema, mas eu acho fundamental justamente para que futuros casos não ocorram.

Gostei de sua abordagem.

Abraços.

Regina Coeli Carvalho disse...

Só hoje estou tendo um tempinho para ler as postagens da blogagem.
Foi uma oportunidade de "exorcizar" algum fantasma que ainda existisse em função do sofrimento que passei ainda menina. Meu depoimento ajudou-me a trazer a tona algo que já havia esquecido ou talvez bloqueado.
Assunto que precisa ser debatido em grande escala, pois na maioria dos casos as coisas vão acontecendo como brincadeirinhas.
Grande abraço.

Ana disse...

Esse tema é dificil mesmo para muita gente.
Obrigada a todos pelo apoio e compreensão :)

Tays Rocha disse...

Ana, admiro sua coragem em expor aqui uma história onde você se v~e do outro lado. Isso é importante também, prá que não apenas julguemos, mas prá que possamos rever nossas atitudes e posições, às vezes mesmo sem saber, estamos errando em relação ao outro. Obrigada pela visita no Gestando Sonhos, adorei e estou seguindo ;o) Beijos.

Bee disse...

Oi, Iaia.
Tb passei por isso na escola (na quinta série). No meu caso, eu era estranha pq gostava de coisas de meninos, de vídeo-game, revistinha. Não ligava pra namoradinhos, nem era vaidosa...
A escola percebeu, tentou ajudar.
No fundo eu me conformava pq eu não ia me mudar por causa de ninguém, e a decisão de mudar da escola de riquinhos para uma escola mais popular já estava plantada na minha cabeça.
Eu nunca esqueci o nome da menina, da "líder". Nem do rosto dela, nem de onde ela sentava, nem das amigas dela. Menos ainda das situações que ela me fez passar.
Demorei muito tempo (anos, na verdade) pra falar sobre o assunto com a minha família. Já era adulta, até.
Não considero a experiência como ruim, nem como traumática, porque me ajudou a enxergar muita coisa de outra forma. Me serviu como uma possibilidade de crescimento e, por mais estranho que pareça, me ensinou a me defender, a me impor. Nunca mais abaixei a cabeça para quem tentava me humilhar.
Lógico que eu passei por cima de tudo isso, mas não consigo nem cogitar uma coisa dessas acontecendo com meus sobrinhos. Acho que eu resolveria na ignorância. Talvez. Até pq, ainda não sou mãe, não sou sábia. :)
Quem sabe um dia... :)

Dri Andrade disse...

oi Linda, so agora pude vir agradecer seu comentario na minha postagem no blog do Olavo. .(TRAÇOS DE UM HOMEM) não vim antes por que estava mudando de blog, e vc sabe que é igual a uma mudança de casa!
Que delicia de blog vc tem hem, adorei tudo aqui e já estou te seguindo, como mudei de blog agora estou no blogger tbm, no outro não dava pra seguir ou ser seguido por que era outra plataforma. te convido a me seguir tbm, vamos manter contato...
Uma beijoca e fique com Deus
Dri

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